Passei um longo tempo debruçada na janela
observando a poesia oculta passar por ela
Perdi as contas de quantas vezes o vento
passou as mãos pelo meus cabelos
Num intuito de felicidade
fechei meus olhos
Me deixei levar pelo invisível
O vento carrega intenções
Tantas vezes incompreensíveis
Nem tudo que ele sussurra é realidade
nem toda verdade ele revela
Assopra e morde
abre caminhos
fecha janelas
Desalinha e beija
Sufoca com seu calor
Promete dias bons
Pede paciência nos ruins
Faz juras de amor
Fala de um querer sem fim
traz um buquê de passarinhos
especialmente pra mim
Como não dizer sim?
(JOANA TIEMANN)
Monday, December 9, 2013
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