Madrugada
Eu me lembro
Barulhos estranhos assombravam a minha casa
Deitada em cama, fiquei a pensar
É quase natal... Será?
Tomada por uma vontade incontrolável de ver o que acontecia
Andei cautelosamente até a porta do quarto
Espiei, me esquivei, espiei novamente
No canto da sala, junto à árvore de natal
Em meio às luzes coloridas
E pacotes enfeitados, colocados ali
Mãos que com tamanha delicadeza
Escreviam a mais linda história de natal que eu já vi
Não era um sonho
Estava acontecendo
Eu tinha apenas 8 anos e já estava amanhecendo
Voltei para minha cama e esperei
Ate ouvir uma voz dizer ansiosamente
Vamos abrir os presentes!
(JOANA TIEMANN)

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